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COUSSEAU, CASSIM

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COUSSEAU, CASSIM

Mensagem por Cassim Cousseau em Sex Ago 12, 2016 2:17 pm

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Cassim Cousseau, nascido em 21 de fevereiro, tendo vinte e quatro anos, um filho de Apolo, especificamente, um bardo de viela, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

"Nascer como um cidadão de Sophrosyne não é uma novidade em si, então nunca me senti especial. Apesar de sempre ter tido uma voz encantadora, em meio a tantos outros semideuses, eu era apenas mais um - um pequeno e inútil "herói" que nunca precisou lutar sequer uma vez para sobreviver no mundo lá fora. Isso porque nunca passei das muralhas.

A história de um rapaz incrível em uma terra onde ser incrível é comum, começa com uma ninfa: minha mãe. Uma ninfa que caiu na lábia encantadora do mais bonito e carismático homem que já viu - que não era homem, sim deus. Infelizmente, não tive a sorte de nascer um deus, ou infelicidade de nascer monstro - só sei que não corre sangue mortal em minhas veias, o que deve ter contribuído, junto com minha paternidade, para que eu tivesse alguns pequenos "traços" nada comuns para quem nasceu na cidadela. Os olhos puxados e as orelhas pontiagudas são os mais aparentes, mas não sou um nebulae como minha mãe, que ainda vive e cuida dos céus de Sophrosyne.

Crendo que teria um pequeno deus como filho, então, Cassia sempre cuidou-me de uma maneira atenciosa, mesmo depois de ter certeza de que seu bebê era tão mortal quanto ela. Nunca tendo precisado de uma moradia em qualquer distrito, Cassia quase sempre carregou o filho nos céus enquanto exercia sua função como cidadã, mas teve de parar após constar que era perigoso demais na primeira vez em que quase deixou-o cair dos braços em uma de suas viagens aéreas.

A independência era algo que meu eu adolescente passou a procurar após a ascensão de minha mãe em seu posto, o que ocupou-a por tempo o suficiente para que eu precisasse aprender a tomar conta de mim mesmo. Cozinhar, limpar, e conseguir a própria moeda não era divertido, mas começou a ficar mais fácil após descobrir o talento que tinha com a música. Incrível como bem cedo já cativava com minhas poesias, cantos e melodias; a arte do trovadorismo passou a ser, mais e mais, uma forma de ganhar minha vida. Até que virou minha vida.

"Não existe instrumento que não saiba tocar, ou música que não fique bela em sua voz!"

O famoso bardo de vielas passou a ser chamado para tavernas, e por fim se tornou o meu eu de agora - a voz da cidadela. Apesar, no entanto, de saber como cativar um público e divertir uma platéia, ainda não me sinto especial. Sou apenas um extraordinário homem em um lugar onde é comum ser extraordinário. Vejo, e pouco humildemente, observo aqueles que lutaram para chegar à ilha, ou que foram atacados e mal sobreviveram. Queria eu poder ter tal aventura, e escrever um poema sobre mim mesmo. Maravilhoso, sim, é poder ter uma história sua cantada!

Mas apenas mais do que extraordinários dançam harmonicamente em minha poesia."

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Re: COUSSEAU, CASSIM

Mensagem por Calypso em Dom Ago 14, 2016 3:06 am

A cidadela te espera, meu caro. Nós sabemos que conquistar sua independência quando jovem não fora fácil. Você merece ascender como artista. Justo deve ser que alcance o estrelato. Sophrosyne é toda sua, herói.

  • Aqueles nascidos do patrono do sol, o pai de toda a arte, mestre entre os curandeiros e a representação da beleza masculina;





  • Produzida por você, a arpa fora seu primeiro instrumento. É esta a sua companheira em todas as suas canções. Ela o acompanha preenchendo qualquer ambiente sem igual. De um dourado imensurável, a armação mantém uma liga de metal desconhecida, tendo o peso útil para que possa caminhar pela cidadela consigo. Seu brilho chama atenção pode onde passa, assim como seus dotes unidos ao majestoso som do instrumento.


  • Um arco de formação básica, este fora um presente de sua mãe. Como a grande dríade que esta é, forjar armas feitas da mais pura madeira lhe é comum. De longa extensão, sendo de fácil manuseio e com grande alcance. Um arco longo como este costuma ser desbalanceado, devendo ser evitado os disparados enquanto montado.

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