fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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BYERS, NINE

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BYERS, NINE

Mensagem por Nine Byers em Dom Ago 07, 2016 3:32 pm

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Nine Byers, nascido em 05 de novembro, tendo vinte e um anos, um filho de Tique, especificamente, um contrabandista, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

Se outro nome me fosse atribuído, com certeza seria Azarado. Fato este que veio a se tornar hilário para a minha pessoa quando descobri de que genitália divina eu havia saído. Peço perdão desde já pelo meu linguajar, mas o único ser a quem devo respeito é a mim mesmo e a mais ninguém. Crescido em meio as docas de uma cidade imunda, meus vizinhos eram os ratos e os meus ouvidos eram as bocas fofoqueiras das prostitutas. Este era o meu mundo.

Meu sustento vinha dos trabalhos temporários que eu arrumava pelas docas. Os que mais rendiam eram o de descarregamento de navios, mas estes eram também os mais pesados. Quando nenhuma oportunidade me aparecia, dormir era o que me ajudava a saciar meu estômago. Não guardo ressentimento algum das docas, afinal, foi nelas em que conheci a arte do contrabando.

Comecei com coisas simples, cargas de porte pequeno e quase insignificantes. No entanto, com o passar do tempo o que era ruim foi aperfeiçoado. Meu código ético me dizia que não importava o que eu carregaria, mas sim o quanto isso valeria. Conheci através de contrabandos os cantos mais remotos do mundo. Vi coisas que olhos mortais nenhum poderiam ter visto. Eu era o melhor contrabandista que havia no ramo. No entanto, como tudo que te traz algum proveito nessa vida, o ofício me trouxe uns bons inimigos.

A data não é de cunho importante. Atentemo-nos as circunstâncias. Eu havia acabado de voltar de um grande feito e gastava todo o meu lucro em um bordel com um dos melhores garotos que eles tinha para oferecer. Foi mesmo uma pena quando o aço atravessou seu lindo pescoço. Tonto de vinho, não pude fazer nada quando uma dúzia de mãos me arrastou para fora do prostíbulo, ainda nu. Após um espancamento, fui encaixotado e jogado no porão imundo de um navio como uma mera carga.

Logo eu tinha sido vítima do revés. Quantas meretrizes e garotos chorariam por mim. Mas então foi quando o maldito navio naufragou que eu sobe que a sorte não havia me abandonado. Afinal, a sorte estava sempre ao meu favor.

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Re: BYERS, NINE

Mensagem por Calypso em Dom Ago 07, 2016 7:13 pm

A cidadela te espera, meu caro. Nós sabemos perfeitamente que sorte sempre esteve ao seu favor, mas que ainda sim, sobreviver não fora algo fácil. Justo deve ser que possa construir sua vida novamente. Sophrosyne é toda sua, herói.


  • Aqueles nascidos do pai do mar, o senhor dos terremotos, temido por toda a extensão do seu grande poder;





  • Sua franja é estritamente elástica, desenrolando-se por um âmbito maior que o normal. Pode ser usado também para amarrar alguém com rodopios de pulso enquanto empunhando. Trançado com fios de couro envelhecido e fios de ouro, seu cabo acompanhada a estrutura ao ser ornamentado com pequenas pedras douradas que contornam os dedos de seu possuidor.


  • Sendo encontrado em meio a praia, o oráculo em pessoa o conduziu em meio ao acesso para a ilha. O palácio da Cúpula Dourada fora o primeiro local que visitara avistando de primeira um animal peculiar. Rodeando seu primeiro dono, um primata da espécie macaco-prego-dourado. Você se encantara de primeira por aquele que pequenino ser. "Ele é seu", a visão disse. Como oráculo, Eau via um futuro em vocês dois.

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