fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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BOTTCHËR, Mieczysław Kozakiev

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BOTTCHËR, Mieczysław Kozakiev

Mensagem por Mieczysław Koz. Böttcher em Qui Ago 25, 2016 12:05 am

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Mieczysław Kozakiev Bottchër, nascido em 22 de fevereiro, tendo vinte e cinco anos, um filho de Deméter, especificamente, um  explorador, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

Tinha como pai um artista de grande talento, mas pouco reconhecido, Gianni era seu nome. Sua paixão e respeito pela natureza atraiu o olhar de Deméter e juntos deram origem a um filho, este que a cada ano seguinte se mostrava sadio e forte. Desde seu nascimento a deusa tem visitado sua cria, mais que os outros pais divinos, e abençoado o pequeno cultivo que Gianni utilizava para o próprio consumo. Acostumou-se com o trabalho árduo desde cedo, visto que trabalhava voluntariamente com seu pai, mas não desenvolveu nenhum dom significante com as artes. Sonhava com criaturas incríveis e até mitológicas, às vezes atrás delas ou então correndo delas.

Um dia, porém, a mesma mão que pintava pequenas telas delicadas e arava o solo para o plantio amanheceu gelada, sem vida. Não havia sangue, o homem partiu enquanto dormia sereno, sem dor. Aquele dia a vegetação ao redor da casa amanheceu seca, sem vida, aparentemente a manifestação do luto da imortal, que desde então nunca mais visitou sua prole. O filho de Deméter agora estava sozinho e seu único consolo era a vontade de sair pelo mundo, sem rota definida, confiando que sua mãe não o deixaria perecer. Tendo apenas 16 anos, largou sua casa para trás e partiu com o mínimo suficiente de suprimentos e dinheiro. Passou a viver em meio à floresta e ao longo dos anos reduziu ao máximo o contato com outras pessoas, desenvolvendo habilidades que o ajudariam com suas futuras ambições.  

Desenvolveu um interesse pela caça de tesouros, o ouro e o prestígio mascarava a dor da perda, mas ainda faltava algo, e buscou a adrenalina e emoção na caça de animais. Seu sangue corria mais rápido agora, o perigo iminente de ir ao encontro de predadores ferozes o estimulava a ir cada vez mais longe, e se sentiu feliz com isso. Uma felicidade rasa e insignificante, pois no fundo ele ainda não estava completo. Mas não era aquilo que realmente queria, ainda era insuficiente, e esse sentimento crescia conforme o tempo passava.

Com certo conhecimento acumulado, logo a área em que atuava já o desinteressava, sempre a mesma caça com a mesma recompensa. Carregando apenas um saco com uma parte do ouro que tinha em sua posse, foi até o porto de sua cidade e comprou uma viagem particular para um lugar desconhecido, no meio do mar, onde aparentemente não havia nada. Estava sendo guiado por sentimento, mas confiava plenamente em si mesmo. Há anos aquilo o seguia, sentia que algo de bom sairia daquilo. A quantidade paga foi o suficiente para partirem imediatamente, era outra vez que o semideus deixava tudo para trás para viver um futuro incerto.

Hoje vive na cidadela, após ser salvo de um repentino náufrago do navio em que navegava. Sente que finalmente está no lugar que sempre deveria estar, tendo como ofício o que fazia por lazer. Agora almeja a glória, mas a glória o assusta. Até agora só lidou com humanos comuns, como se sairá com outros igual a ele?

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Re: BOTTCHËR, Mieczysław Kozakiev

Mensagem por Calypso em Qui Ago 25, 2016 11:49 pm

A ilha é seu verdadeiro lar, meu caro. Sua caminhada o trouxe até nos e deverá ser em meio a esta que tão somente poderá se sentir confortável. O mundo pode não estar em mãos, mas Sophrosyne é toda sua, herói.


  • Aqueles nascidos da mãe da agricultura, a senhora consagrada por cuidas das estações do ano e oferecer o sustento;





  • Com uma clássica lâmina reta que se estende ao chão, o objeto deve ser sempre segurado por duas mãos devido ao seu tamanho. Este ao qual não condiz com o peso dela, visto que seu manuseio é estranhamente fácil, permitindo a você que faça cortes extensos e longos. A espada mantém o padrão comum, lâmina de prata divinal, cabo metalizado e breves detalhes que remetem a sua divindade.


  • Como o explorador que és, recebera um cavalo. Um animal digno das suas aventuras, permitindo que possa cavalgar pelos mais extensos caminhos. A pelagem deste remete ao mesmo tom palha dos campos de trigo do seu distrito de origem. "Dia", é o nome dele.

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