fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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MOULLËNHASER, Bianca

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MOULLËNHASER, Bianca

Mensagem por Bianca Moullënhaser em Dom Ago 07, 2016 9:25 pm

"Eis que surge uma nova heroína, aquela que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

   "Maravilhoso!"

   Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

   "Bianca Zora Moullënhaser, nascida em 23 de Setembro, tendo vinte e três anos, uma filha de baco, especificamente, uma nobre, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

   
God, save bianca
Nascida das festas, do vinho e da loucura, aqui jaz Bianca.


Você deve estar se perguntando como uma caçadora órfã, que nunca teve sorte na vida e que perdeu a mãe no nascimento, acabou virando uma nobre que as pessoas admiram. Sendo bem fraca com vocês ... Nem eu mesmo sei direito como eu cheguei aqui, mas posso tentar explicar. Senta que lá vem história, sugiro que você pegue uma pipoca também, vai que demora.

  Minha mãe foi atraída para essa ilha, eu não sei muito sobre ela, só que ela curtia umas vibes meio ... Como é que dizem? Estranhas. Deve ser isso que meu pai viu nela. Ela passou quase a gestação toda buscando chegar na ilha, onde por algum motivo estava sendo atraída. A atração era tão forte que eu - mesmo bebê - sentia, que minha mãe acabou sendo guiada de forma inconsciente até a ilha onde eu nasci em uma noite agitada de setembro, como se uma filha de Baco pudesse nascer em um dia calmo né? Minha mãe, de forma descartável, faleceu em meu nascimento.

  Fui criada por várias pessoas, então minha noção de família sempre foi grande demais para delimitar ou me apagar, eu preferia a solidão e a sobriedade. Treinava durante as tardes e noites, estudava sobre os tais deuses durante o dia e mesmo entre os meus iguais eu nunca me sentia realmente como eles. Vocês devem estar achando essa história de criança órfã que treinava e vivia sozinha um porre né? Eu também acho, mas é essa a parte fofinha e legal, eu poderia dizer que sobrevivi porque sou uma guerreira, BOBAGEM!!!! Sobrevivi porque eu tenho pernas e eu corro muito honey!

  Eu gostava de sair por aí e caçar coisas, isso virou um hobbie e mesmo que eu escutasse muita gente dizer que deveria fazer coisa melhor da minha vida, eu continuava a caçar. Eu sempre preferi fazer aquilo sozinha, colecionei algumas cicatrizes no percurso, quer ver essa aqui nas costas? Não? É pensei que não. Enfim ... Eu sempre gostei de explorar as coisas e acabei encontrando uns bichinhos legais nesse caminho, alguns um pouco mais ariscos do que outros e digamos que eu virei meio que perita em lidar com eles.

  As coisas começaram a ficar estranhas pro meu lado quando eu resolvi salvar algumas pessoas, PIOR DECISÃO DA MINHA VIDA!!!! Aquela coisa de que heróis devem ajudar as pessoas, por mim deveriam morrer, Plutão ia até agradecer não é? Eu tinha uns dezenove anos, e estava voltando de uma de minhas caçadas, ainda recuperava a minha dignidade que quase foi levada por algumas aves de estinfália, quando notei que um lestrigão atacava algumas pessoas e MINHA NOSSA COMO AQUELAS COISAS SÃO FEIAS.

   Enfim ... Eu ajudei aquele pequeno grupo de quatro pessoas, que eu não fazia a ideia de quem eram, até receber aplausos e o homem mais velho do grupo colocar a mão na minha cabeça e dizer que eu tinha feito algo que mudou a minha vida. Pelo visto eles eram importantes e quando eu volteia  ilha foi concedido a minha um título de nobreza, coisa mais brega, mas okay né ... Me torneio Lady Bianca, a corajosa. MANO QUE BREGA NÉ!!!!! Eu não atendo por isso nem fodendo! Esse ato me tornou uma Condessa, se quiser me chamar desses bagulho de nobreza me chame assim, não vem com essa de "a corajosa" que eu acerto sua cara com um soco.

  Com esse ato eu ganhei fama entre os semideuses, ganhei um lugar decente para morar, ganhei um pouco de dinheiro, essa parte eu gostei, admito. Passei a ser convidada para festas, ganhava presentes e as pessoas não costumavam me ver tanto como uma doida por ser filha de Baco, era mais com um bocado de respeito por ter salvado as pessoas sem pensar que poderia acabar com a minha vida por isso. E meu pai onde entra nisso tudo? Só se for pra colocar o esperma dentro da minha mãe, nunca vi esse infeliz.
   

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Re: MOULLËNHASER, Bianca

Mensagem por Calypso em Seg Ago 08, 2016 11:53 am

A cidadela te espera, minha bela. Nós sabemos com clareza que ser encarregada do peso de salvar vidas não é para muitos. Justo deve ser que possa descansar de seus atos, justo deve ser que se torne uma lady. Sophrosyne é toda sua, heroína.


  • Aqueles nascidos do senhor dos vinhos, o deus consagrado pelos seus eventos e a infinita quantidade de bebida;





  • Um par de espadas gêmeas bifurcadas que possuem uma curvatura na ponta. As espadas herdaram a sua magnifica beleza, sendo comum entre damas como a vossa senhoria. Sua agilidade é a combina perfeita com tais lâminas, sendo quaisquer golpes voltados para o oponente perfuram a carne do indivíduo, atravessando seu corpo com perfeição.


  • Uma gargantilha totalmente enegrecida e cravejada em pedras acinzentadas, sendo um dos poucos itens que possuem propriedades divinas. O artefato aumenta suas habilidades persuasivas e é capaz de sanar a fadiga em excesso, amenizando-a.

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