fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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KAHLFELS, Ariel

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KAHLFELS, Ariel

Mensagem por Ariel Sehn Kahlfels em Dom Ago 07, 2016 3:08 pm

"Eis que surge uma nova heroína, aquela que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Ariel Sehn Kahlfels, nascida em três de dezembro, tendo vinte e dois anos anos, uma filha de Poseidon, especificamente, uma domadora de bestas, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

"Não tão somente serás brava, como mostrarás a si mesma que a maior besta resguarda-se dentro de ti."

Por vezes lia aquela mesma frase durante o dia. Anotada em um pedaço de papel pardo e antigo, era a única coisa que havia sobrado de sua mãe. O olhar sempre muito firme e atento de Ariel costumava lembrar a mulher de coisas que sua mente já não tão sã deveria ter apagado. Afastada da ilha, tentou privar a menina de um mundo conturbado e que para ela era sinônimo de morte, mas ao enfrentar uma doença fatal, não tivera escolhas de deixar que a pequena Ariel encontrasse o seu próprio caminho.

Alguns anos após a morte da mãe, a agora mulher já havia buscado entendimento de sua própria natureza. Já havia notado a diferença anos antes de realmente acreditar que não era apenas "ariel", tendo que se acostumar com os eufemismos causados por sua mente, antes que enlouquecesse. Ao completar o vigésimo primeiro ciclo anual de vida, decidiu que uma aventura lhe cairia muito bem. Então, dedicou-se a navegar - cumprindo favores - até aproximar-se de uma ilha, ilha essa que não havia sido notada pelos demais marujos. Para não ser vista como doente, não disse nada a ninguém, e na calada da noite, aproveitou de um dos muitos botes e velejou por si mesma no mar agitado. Logo nas primeiras horas do dia, despertou ao ser lançada ao mar por algo que havia batido na superfície do bote, partindo-a em milhões de pedaços. Teve tempo apenas de identificar o brilho metálico da espada que havia roubado de um dos homens barrigudos e bêbados que estavam no navio, tendo que mergulhar em busca do metal e garantir sua defesa. Ressaltando que em toda sua vida, tinha sido platéia de combates entre homens dos quais poderia dizer que muito haviam lhe ensinado sobre empunhar espadas e arcos, o que deveria ser algo bastante útil para o momento. Sem muito o que esperar, segurou a espada, sendo lançada para longe no mesmo segundo. A primeira coisa pela qual lhe desesperou, era o fato de estar imersa no mar, e nadar para perto da costa era algo que não estava em questão naquele momento. A primeira reação foi emergir na superfície, na intenção de pegar uma boa quantidade de ar. Para a sequência, tentou procurar o que tinha interferido em seu velejar, mas nada lhe dava indícios de ao menos ter sido atacada.

Enquanto tinha sido lançada, havia soltado o punhal da espada, após ter adquirido um quase corte profundo com a ponta afiada da lâmina, enquanto girava. As narinas queimavam, mas aquilo parecia - impressionantemente - não incômodo. Tratava-se de um leve pulsar no ponto a cima do nariz, entre os olhos, para lembrá-la de que precisava respirar. Porém, um brilho chamou a atenção da mulher, que tomou mais uma respiração profunda, mergulhando para encontrar o que provavelmente seria a sua espada. Mas, tão grande fora o choque de ver um animal com cabeça de cavalo e corpo pequeno - não tão pequeno assim - nadando ao redor, como se fosse um espião. Olhou para trás, vendo muito mais daqueles, desconfiando de que eram os causadores principais do desfalque do bote, e quando pensou que teria sua vida drasticamente arrancada de si ao ver um se aproximar perigosamente, debateu-se debaixo d'água, afastando-o. Todos os outros copiaram o movimento, causando um pequeno transtorno na loira. Estariam eles com medo dela tão quanto ela tinha deles? Voltou para a superfície, tomando um certo tempo para olhar ao redor. Não lembrava-se de estar tão perto da ilha como estava agora, enquanto franzia o cenho. Um puxão em uma de suas longas pernas fez com que a mulher mergulhasse outra vez, e quando sua mão aprumou-se numa base escamosa, foi puxada com velocidade para frente. Pouco depois tinha sido jogada para a beira da ilha, onde alguns jovens tinham-na visto alguns minutos depois. Alegaram de que estava segura, e novamente achou melhor não murmurar os gritos que estavam presos em sua garganta, para com o acontecido. Antes de ser levada para falar com um homem, teve roupas entregues e uma oportunidade de tomar banho, junto com uma alimentação digna para manter-se no restante daquele dia. Aquela ilha não lhe era estranha, de alguma forma. Ao pisar naquele solo, suas entranhas assimilaram como um local familiar, coisa que só acontecia quando já tinha estado no lugar.

Os olhos verdes tinham sido tomados, repentinamente, por um flash de memórias em que já havia sim estado naquela ilha. Corria juntamente a uma outra criança, em torno de seus doze anos. Os dois empunhavam cada um pequeno arco, e tinham chego na margem onde tinha sido arremessada. Logo teve de excluir tais coisas da mente, pois o peso de lembrar coisas do passado começavam a lhe proporcionar uma pequena vertigem que incomodava. Apenas deixou-se ser levada para onde quer que deveria ser chamada, com completa ciência do que era, e do que estava fazendo ali.


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darkness
Never thought you'd fall so far.

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Re: KAHLFELS, Ariel

Mensagem por Calypso em Dom Ago 07, 2016 5:47 pm

És uma grande heroína, minha jovem. Falhaste em sua caminhada para a cidadela, no entanto. Busque novamente seu real caminho, encontre-se como a semideusa que realmente és. Você não é filha do senhor do Mar.



Sentimentos muito, minha doce. A sua ficha fora negada simplesmente pelo fato de que não há mais vaga para tal parente divino. Por que não aproveita da diversidade que dispomos?

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Re: KAHLFELS, Ariel

Mensagem por Calypso em Sex Ago 26, 2016 12:08 am

Devido a demora na atualização, sua ficha fora movida para a lixeira.

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Re: KAHLFELS, Ariel

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