fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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BEDDINGTON, Xavier

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BEDDINGTON, Xavier

Mensagem por Xavier Beddington em Dom Ago 07, 2016 11:45 am

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Xavier Beddington, nascido em treze de abril, tendo vinte e três anos, um filho de Hipnos, especificamente, um auxiliar de lojista, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

Um passado trágico, daqueles que poucos deveriam saber. A magia de parecer estar feliz o tempo todo era um disfarce errado, todos sabiam. Xavier sempre foi um menino cauteloso em suas ações, entretanto, não o suficiente. Filho do deus do sono junto de uma mulher conhecida por vender as melhores verduras e legumes da região onde habitava, o menino sonhava em algum dia fazer sua mãe se tornar alguém realmente digna na cidadela, visto que sua dedicação para a venda era extremamente feita de coração. Uma ninfa era sempre mal vista naquele lugar, eram sempre inferiores. No entanto, para ele o brilho no olhar daquela mulher chamada de mãe, aquilo sim motivava Xavier a seguir seus passos.

O pior dia de sua vida chegou quando o garotinho ao menos estava preparado. Sete anos de idade e o coração foi quebrado como se fosse um vidro arremessado ao chão. A ilha era seu lar, era onde havia nascido e crescido, tentando entender os sistemas que eram opostos do que ele queria que fossem. A bondade em seu coração era uma qualidade, mas apenas em um alto índice de ódio poderia acabar com seu pacifismo. A oposição a guerra sempre foi um detalhe, mas apenas ele achava que o diálogo era a solução de tudo. Dente por dente? Olho por olho? Por que não o perdão? A vida é curta para vingança, todos deveriam tirar isso da cabeça, por mais que fosse difícil.

Um corte profundo na garganta, o sangue saindo pela abertura, a boca aberta deixando a saliva escorrer ao se misturar com a quantidade do líquido vital. Esse foi o fim de sua mãe. Por que não se preparar para acabar com quem fez isso? A morte foi cruel e na frente de seus olhos, o assassino ao menos pensou antes de rouba-la e acabar com sua vida. Xavier poderia ter impedido, poderia ter tentando feito algo, mas ficou imóvel. Seu corpo trêmulo e suas mãos suadas indicavam o desespero no momento. Seu psicológico se perdeu ao vento. Desde os sete anos ele nunca mais foi o mesmo.

Com dezenove e ele ainda assim conversa com fantasmas, este não é de sua mãe, mas é como se fosse várias pessoas em sua cabeça tentando o influenciar em algo. Ele ainda não cometeu nenhum crime e jamais o faria. Talvez um pequeno estágio de uma doença um tanto quanto desconhecida, ouvir vozes era o início, o suficiente para ser chamado de louco.

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Re: BEDDINGTON, Xavier

Mensagem por Calypso em Dom Ago 07, 2016 6:51 pm

A cidadela te espera, meu caro. Nós sabemos perfeitamente que sua sobrevivência fora algo difícil de conquistar em sua juventude. Justo deve ser que possa construir sua vida novamente. Sophrosyne é toda sua, herói.


  • Aqueles nascidos do pai do sono, guia dos caminhos das mentes adormecidas, admirado por toda regeneração que traz;





  • O comprimento do cabo de madeira é de tamanho médio, não possuindo imperfeições para utilização. Em sua parte inferior se encontram tiras pequenas de aço, formando uma vassoura metálica para varrer as impurezas do mundo, servindo de certa forma como um objeto dado como armamento, visto que o cabo se desprende dos demais materiais e se torna um bastão. Agora as folhas que geralmente caem das arvores, encontradas em volta do estabelecimento, já não serão mais problemas, assim como certos "clientes".


  • Minuciosa, porém letal. Sua lâmina é feita de prata, ligeiramente transparente em conjunto com um metal desconhecido que lhe dá esse aspecto. O cabo acompanha o material central, com pequenos minérios transparentes ornamentadas neste. As iniciais cravadas de seu portador encontram-se entre elas.

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