fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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LOVERIDGE, Jacqueline

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LOVERIDGE, Jacqueline

Mensagem por Zara Skorgan em Sab Ago 06, 2016 10:56 pm

"Eis que surge uma nova herói/heroína, aquela que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"JACQUELINE LOVERIDGE, nascida em um de setembro, tendo dezenove anos, uma filha de vênus, especificamente, uma assassina, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

Jackie só pode imaginar como Bree e Arthur reagiriam ao que ela havia escrito para eles. Uma forma de explicar sobre ela.

Bree chamou Arthur à medida que lia as páginas que pareciam pertencer à pessoa que cuidou deles e salvou-os de um destino pior que a morte. As letras começavam com garranchos infantis até evoluírem para anotações em uma caligrafia graciosa e cheia de capricho, como se aquele diário de bordo fizesse parte de sua vida. O primeiro registro consta como uma data cuja eles sabiam que a garota tinha aproximadamente seus cinco anos de idade.

Querido diário;
Eu apenas queria o meu pai de volta. Eu já não consigo me lembrar do rosto dele e a dona dessa enorme casa disse que ele nunca mais vai voltar. Que eu estou sozinha e que nunca mais irei vê-lo novamente.


Pulando algumas anotações feitas pela moça, Bree estava começando a sentir um nó na garganta ao ler os relatos, enquanto a testa franzida de seu irmão gêmeo parecia tensa conforme lia o seguinte relato.

Querido diário;
Eu escutei a mulher do convento conversar com ela sobre os acordos ao me entregar para a senhora que queria me levar com ela — me adotar. Só que ao contrario do que as meninas mais velhas me diziam, ela não parecia estar disposta a assinar nenhuma papelada. Podia jurar que vi ela passar uma quantia de dinheiro para a responsável, que disse que seria “uma boca a menos para alimentar”. Não importava, porque eu iria sair dali. No caminho inteiro, a mulher trocou poucas palavras comigo. Não era o que eu esperava para uma mãe, mas eu estava esperando que melhorasse. Ela era dona de um circo! Dá para acreditar? Eu iria morar em um circo!


Arthur ajeita os óculos que escorregam na ponte do nariz e Bree engole o choro, pois conhecia a mesma sensação de euforia da menina do diário. A expectativa e a decepção.

Querido diário;
Eu não sabia que seria assim. Quando percebi que Maya não seria minha mãe e ela não seria minha filha, eu contestei. Gritei, esperneei e mordi a mão de Maya, pois não queria fazer parte do espetáculo dela. E depois disso, eu só queria fazer com que aquilo parasse de doer. Ela pegou a cinta mais grossa que tinha e começou a me bater. Aquilo doeu muito, ainda mais quando a fivela bateu nas minhas costas e machucaram a minha pele. Eu senti os arranhões e comecei a chorar. Ainda não consigo parar de chorar! Meus novos colegas viram e baixaram a cabeça, pareciam com medo. Mas eu estava com ainda mais medo. Minhas costas continuam ardendo. Eu quero minha casa. Eu quero meu pai de volta!


Bree reconheceu que havia manchas de caneta na caligrafia infantil, onde as lágrimas da menina pingavam conforme escrevia. Depois de dois anos, a caligrafia e ortografia da menina estava melhor e mais clara, e Arthur nota como ela havia amadurecido rápido demais.

Querido diário;
Maya estava conversando com o trapezista mal encarado de seu espetáculo, e mandava-o me treinar para um dia fazer parte do espetáculo. Disse que eu não iria mais lavar os banheiros e passar os trajes dos artistas. Iria passar um dia com os trapezistas, com os acrobatas e outro com os equilibristas e dançarinas. Segurou meu rosto com e seus lábios com aquele batom roxo feio sorriram para mim, e falou que eu era bonita demais para não aparecer nas apresentações do circo. O trapezista disse que seria uma as atrações mais jovens e logo mais atraentes do circo. Eu não sei o que é a palavra atraente, mas não gostei de como ele disse.
Estava mais do que claro para Bree e Arthur que Maya queria tornar a menina um objeto de desejo dos espectadores quando ela se tornasse uma moça mais velha. Apesar de terem apenas doze anos, eram muito inteligentes para sua idade.


Com o passar das páginas — consequentemente anos — os enormes relato tornavam-se vagos, apenas anotações que manifestavam raiva e indignação, além da vontade de fugir e de estragar a vida da dona do circo.

Eu irei destruir a vida dela. Ela adquiriu novas crianças para trabalharem no circo, mas eu não vou deixar que elas passem pelo mesmo inferno que eu passei quando vim para cá. Era isso o que dizia a moça de dezesseis anos, rebelde e cheia de cicatrizes. Arthur poderia jurar que tinha lido algo sobre todas elas doerem até hoje, com Maya tendo batido em suas feridas que há pouco haviam sarado.

Bree percebeu que havia apenas um texto, maior que todos os outros. Como se a autora tivesse se esquecido de escrever no diário por um bom tempo depois que percebeu o que Maya fazia, num ciclo vicioso e que parecia não ter fim.

Querido diário...
Quanto mais o tempo passava, Maya ficava cada vez mais velha e cada vez mais cruel. Mas eu não fiquei para trás, pois eu estava cada vez mais determinada a proteger as crianças e evitar que fossem vítimas dos maus tratos da dona do lugar, precisei agir por debaixo dos panos quando descobri como Maya conseguia as crianças. Ela recebia mais dinheiro pelos espetáculos do que nunca, e estava pagando homens para seqüestrar crianças de seus pais, e foi assim que eu comecei a agir. Perguntava para as crianças de onde elas vinham e buscava por localização da autoridade e fazia contato anônimo para que os pais pudessem buscar seus filhos no circo. Claro que para não ser levada pela polícia, Maya deixava-as ir, mas não demorou muito a descobrir que alguém dentro de seu circo estava por trás disso. Quase todas as crianças haviam sido buscadas pelos pais quando ela me descobriu e se certificou de me deixar longe das últimas duas crianças, que aparentemente não tinham pais. Não tinha quem pudesse buscá-los.

Eram dois gêmeos, as crianças mais especiais que eu já encontrei.


Bree e Arthur conhecem essa parte da história. Nunca haviam conhecido seus pais, mas se recordam de terem tido uma irmã mais velha. A dona do diário cuidara deles o suficiente para não sofrerem o tanto quanto ela sofreu, mas quando foram vigiados de perto por Maya, os maus tratos vieram e a adolescente arriscava o próprio pescoço para vê-los e ajudá-los. Até fizera uma promessa para eles. — Vamos sair daqui. — Eles se recordam das palavras enquanto ela pendurava uma capa de superherói em Bree e uma gravata e um paletó grande demais em Arthur. — É uma promessa, ok? Vamos nos mudar para o litoral e ir embora daqui. — Depois disso, a loura boazinha segurou as mãos dos gêmeos e executou um cumprimento só deles antes de ir embora. Lembram-se dela aparecer com marcas a mais nas costas desnudas e expostas pelo collant de balé algumas horas depois. Mas ela ainda sorria para os gêmeos. E então a moça fugiu com os garotos, pouco tempo antes do circo sofrer um atentado e ser incendiado. Não sabiam se era Maya pagando por seus pecados ou se a sua salvadora tinha algo a ver com isso. Contudo ela fugiu com as crianças na carruagem puxada pelos únicos dois cavalos do circo e as deixaram com uma senhora boazinha e de sua confiança cuidarem deles, em Sacramento. Nunca lhes faltou nada, mas a moça partiu como se estivesse fugindo de algo depois de alguns dias.

No verso do diário, apenas havia uma nota com a data mais recente do que todos os outros registros.

Para Bree e Arthur.

Saibam que eu estou morando em um lugar melhor. Descobri que meu pai era um pintor antes de se ir, e agora eu sei sobre o mistério que envolve minha mãe, mas se eu contar para vocês, vocês não estarão seguros. Quanto menos souberem sobre meu mundo, melhor. Mas eu estou bem. E eu prometo que irei buscá-los quando estiverem prontos. Se comportem! Fiquem salvos.
Nos veremos em novamente.
Com amor,
Jackie.


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This is the night we're going to get you on you're knees begging please, yeah! ♡
JACQUELINE "JACK!E" LOVERIDGE


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Re: LOVERIDGE, Jacqueline

Mensagem por Calypso em Dom Ago 07, 2016 5:15 pm

A cidadela te espera, minha bela. Nós temos completa ciência da sua caminha. Está prometido a vós um destino melhor, assim como fora dito aos amigos que deixara para trás. justo deve ser que possa construir sua vida novamente, então. Sophrosyne é toda sua, heroína.


  • Aqueles nascidos da mãe do amor, vindo do mais puro e magnifico sinal de beleza, sinônimo de paixão e intensidade;






  • A sutileza faz parte de quem és, tornando-a mortífera pelo simples andar furtivo. Diferentemente da graça que possui, seu armamento foge da possibilidade do discreto. Ressaltada pelo formato incomum, de aparência delicada, suas adagas remetem levemente a sua aparência com um tridente, mantendo três lâminas, duas curvas e uma reta em seu meio. Feita com o mesmo tom acobreado dos seus cabelos, os punhais conhecidos como "sai" se destacam em sua cintura.


  • A perfeição talvez lhe seja algo comum. Obteve em busca deste, um animal ao qual carinhosamente mantém contato. Ao seu lado, seu fiel companheiro a espera para uma montaria, livrando-a de ser pega em meio a constante fuga para a sobrevivência.

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