fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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MERAQ-HUARD, Sagë

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MERAQ-HUARD, Sagë

Mensagem por Sagë Meraq-Huard em Sab Ago 06, 2016 8:09 pm

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Sagë Meraq-Huard, nascido em dezoito de novembro, tendo trinta e cinco anos anos, um filho de Hades, especificamente, um assassino, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

O vento sempre trouxe trágicos eventos a mãos de inocentes seres, humanos ou não, desde os tempos mais remotos e inóspitos do planeta Terra e do próprio universo em si. O ar estava contaminado por uma peste infindável, infinita. Caos é uma coisa que não passa velozmente e/ou simplesmente. Eis que te pergunto: quem é você? E, principalmente, me diga quem sou; este garoto aparentava não ter medo algum, além de remorso não constava na sua ficha detalhada psicológica.

O seu nome diferia de boca pra boca, porém, a sua fama era sempre a mesma. Aeacus Wiechmann foi aquele que marcou os cartazes, os quais estampavam uma pintura errônea do semblante angelical do ser do sexo masculino. Aeacus. Mas quem é esse ser e o que tem de tão gritante naquele que recebe tal nomenclatura? O passado necessita ser contado aos curiosos, mas somente os frios permaneçam a com os olhos voltados a seguintes letras.

Data e horário não importavam. Era uma noite qualquer, o orvalho do inverno pairava na atmosfera em minúsculas gotículas da mistura comum de hidrogênio com oxigênio, coisa formalmente apelidada como água. — Eu não queria... — A voz ingênua de um menino de mechas onduladas em um tom dourado ecoou pela residência de classe média na ilha. Os globos oculares coloridos de ébano se fixaram numa cor em específico em meio ao vácuo da existência de qualquer cor. Escarlate na escuridão. Carmesim no breu. Dane-se o tom do vermelho, se tratava do líquido soturno a pintar as palmas das próprias mãos. — Fazer... — Os lábios tremulavam de angústia, remorso e medo, como os próprios dedos. Medo de si mesmo. Desconhecia o que era, o que já foi e o que iria ser. — Isso... — A derme alva perdeu o tom com agilidade, ficou pintado por uma coloração pálida.

— Mamãe... — O sangue não pertencia a ele. Então a quem? Sua mãe. Sua mãe foi morta. Mas por quem? Pelo próprio, pelo próprio filho. Aeacus assassinou aquela que a trouxe a vida enquanto a mais velha dormia. Tinha tomado um objeto pesado, o suficiente para que conseguisse carregar em suas palmas, e com o mesmo, esmagou o crânio alheio com destreza. Várias e várias vezes. — Papai... — Dedilhava o metal feérico da arma do crime, sentia o gélido se tornar parte de si. O seu pai nunca não era um ser comum, não era um humano, e não dava a devida atenção para sua progênie. Pela primeira vez sentiu um abraço confortável paternal, ao invés de ser quente como os demais, era frio, como um morto.

A face teve a musculatura contraída, o que permitiu o franzimento das pálpebras. As vistas enegrecidas brilhavam na completa umbra, porém, o garoto enxergava tudo com perspicácia. O olhar ganhou aspecto mortal, sem piedade. Morto. Morto como o progenitor. O coração palpitava só para si, só pela sobrevivência do mais forte. Era o mais forte o necessário para se manter vivo? Só o destino lhe diria.

Aeacus Wiechmann, descendente divinamente direto do renegado deus morto. Isso não era um título para se orgulhar e o carregava em suas costas como o próprio peso. A primeira morte por uma pequena criança foi o estopim para outros que ocorreram de diversos modos.

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Re: MERAQ-HUARD, Sagë

Mensagem por Calypso em Sab Ago 06, 2016 11:02 pm

A cidadela te espera, meu caro. Nós sabemos como fora conduzido até a ilha. Seu passado jamais poderá ser esquecido, mas justo deve ser que possa construir sua vida novamente. Sophrosyne é toda sua, herói.



i. Aqueles nascidos do senhor do Submundo, visto como um homem sábio, é o pai dos mortos, deus dos minerais e o guardião do abrigo dos nossos queridos heróis caídos;
ii. Um político nato, dono de um saber em cada fala, você se destacou entre seus demais, tornando-se um dos membros da cúpula.




i. Apreendendo sua alma no passado, tomando em sua memória a sensação magnífica de esmagar um crânio, a clava se tornou sua amiga. De forma inteiramente produzida com o ferro, a extremidade volumosa exibe um tamanho incomum de maça, esta sendo produzida de tamanho superior as demais e se libertando de uma quantidade enorme de pontas.

ii. Kratos, o assassino. É como seu pequeno companheiro é visto. Diferentemente dos muitos que buscam a lealdade de algum cão infernal, você o conquistou sem mesmo ter ciência do que este se tratava, descobrindo da pior forma que seu animal jamais cresceria como os outros. Felizmente ou não, Kratos obteve somente o tamanho de um cão comum de grande porte.

iii. Um pequeno broche igualmente dourado ao tom que rodeia a cúpula em que o conselho vive. O objeto representa de forma clara aqueles homens e mulheres que os possuem, enfatizando o poder que lhes são de direito.

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