fatal hamartia
Estamos em 438, datado pós a estadia da luz
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KJÆRHOLM, Søren

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KJÆRHOLM, Søren

Mensagem por Søren Kjærholm em Sab Ago 06, 2016 1:02 am

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.

"Maravilhoso!"

Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.

"Søren Kjærholm, nascido em Um de Abril, tendo dezessete anos, um filho de Hermes, especificamente, um Ladino, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.

Um sonhador.
Desde que se reconhece, Søren reside na bendita ilha. Filho de uma prostituta recebera sangue divino de seu progenitor — apesar de sua mãe ser uma legada de Baco. É uma contradição em si. O nome que lhe foi dado provém da mitologia nórdica e graças aos seus laços sanguíneos possui tanto o sangue romano quanto grego, apesar do último prevalecer pela ligação direta com o deus mensageiro. Passara nos braços de sua geradora por curto período, ainda desmamado fora acolhido por uma família do segundo distrito na promessa que a mulher os pagaria pelo tremendo favor. Engano deles. Pescadores, temiam que sua única fonte de renda não pudera ser suficiente para sustentar a nova boca e com isso usavam-no como meio de esmola. Todas as manhãs a mulher saia pelas ruelas com a criança chorosa acolhida entre farrapos na esperança que alguém se irritasse o suficiente com o som para dar-lhe uma miserável moeda que o cessaria. E assim foram seus primeiros anos.

Um ladrão.
Crescera em meio à pobreza, com suas vestes encardidas e o cheiro impregnado do peixe em seu cerne. Esculachado pela família que desde que tomou ciência que não pertencia a eles o faziam de escravo. Limpava os aposentos todas as manhãs, furtava leite de terras distantes e retornava para amaciar a dura massa que serviria de pão. Dura como pedra e fedorenta como peixe podre, aproveitava da divagação alheia para alimentar-se com dignidade. Ah sim! Não via mal em roubar daqueles que possuem mais do que precisam, mas egoísta demais para dividir, escondia suas conquistas em uma espécie de esconderijo improvisado. Somente um corpo esguio e flexível como o seu pudera adentrá-lo. Não tardou para que finalmente percebesse que não precisava mais dos “cuidados” dos aproveitadores que alegavam serem seus familiares e com essa reflexão abandonara as terras das quais serviram de palco para sua infância.

Um soldado.
Um destino ambicioso fora a escolha do adolescente, assim como perigoso.  Apesar de agregar mais riquezas, adentrou no distrito onde havia mais números de soldados devido ao seu status. Como centro, as chances eram inúmeras para serem descartadas por temor. Cuidadoso, mas corajoso. Solitário, atenções não eram voltadas para o garoto de pele tênue e cabelos claros. Dali já tomara conhecimento que pertencia as proles do deus ladino, suas habilidades eram tamanhas mesmo com sua inicial inexperiência. Dotado de incertezas, a então absurda ideia de ter alguém que partilhe de seu sangue é cômoda em seu ínfero.

Suas conquistas foram mínimas, de fato. As patrulhas constantes dos soldados e sua cisma em manter completo sigilo quase o matou de fome. E fora em uma de suas atitudes desesperadas de conseguir algum alimento que conhecera seu salvador.

Um herói.
Sua incerteza. Não consegue compreender o porquê de sua existência graças aos fantasmas de seu passado, é consequentemente imprudente com suas obrigações. Segue com aquele que o acolheu, envolto de seus conselhos e proteção. É aquele que unicamente amou.

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Re: KJÆRHOLM, Søren

Mensagem por Calypso em Sab Ago 06, 2016 7:43 pm

A cidadela te espera, meu caro. Nós sabemos perfeitamente que sua sobrevivência quase lhe fora tirada pelos fantasmas do passado. Justo deve ser que possa construir sua vida novamente. Sophrosyne é toda sua, herói.


  • Aqueles nascidos do pai dos viajantes, senhor dos ladrões, encarregado do câmbio e admirado por ser o mensageiro de seus iguais;





  • Dono de uma "assassina". É como sua adaga pode ser vista. Curva de cabo a rabo, sua lâmina prateada invade qualquer corpo com facilidade, permitindo que por meio do seu formato, esta seja inserida e com o uso correto, capaz de rasgar internamente órgão por órgão.


  • Hábil como é, por meio dos seus furtos, adquirira também uma besta. Feita inteiramente de madeira, a arma possui uma forma simples de manejo, usando do arco para posicionar os dardos ─ peça essa que remete às flechas, as quais possui cinco delas.

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