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NIKOLAI, o maestro-flautista

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NIKOLAI, o maestro-flautista

Mensagem por Nikolai em Sab Ago 20, 2016 3:40 am

"Eis que surge um novo herói, aquele que se quer temeu enfrentar desafio de navegar pela caminho ao qual lhe trouxe à nós. Devo então, questionar-lhe o maior mistério: quem és o ser divino frente a mim?", ouço o homem dizer.



"Maravilhoso! Esplêndido! Vamos, vamos, adiante-se logo, há quem te aguarde", disse o homem em sua empolgação ímpar. Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.


Sua animação era um tanto quanto irritante mediante ao que havia respondido. "Peço tão somente que aguarde enquanto faço as minhas anotações. Novamente...", ele veio a continuar, retornando com uma pausa enquanto parecia relembrar tudo aquilo que eu havia dito.



"Nikolai, o maestro-flautista, nascido em treze de março, tendo cento e oitenta e cinco anos, um filho de , especificamente, um eternizado pela Natureza, certo?", ele questionou. Havia repetido todas as informações dadas por mim. Aquilo era sério? Pude tão somente assentir, remetendo aos poucos fatos que me eram importantes no passado, fatos que remetiam a minha história, a quem eu realmente era.



Ali tornava a viajar em meio passado, envolvendo-me pelo meu passado e tendo a total certeza daquilo que um dia me tornara a pessoa que eu sou. Haveria devaneio mais complicado?



(...)


Desde os tempos passados o mundo sempre havia sido um lugar perigoso, onde eu apenas conhecia o mal e a perversidade humana. Nascido e desenvolvido na cidadela para a qual eu retorno, foi aqui onde conheci de todas as aventuras que um pobre e velho sátiro como eu poderia querer experimentar. Ninfas esbeltas e de pele macia e cheirosa, banhando-se em lagos e correndo pelas florestas ou voando ao sabor do vento, muitos seres quase divinos rondando as florestas, onde tudo parecia harmonioso e cheio de paz. Poderia falar para estes homens à minha frente todas as minhas aventuras em minha longínqua vida, que seriam tantas que poderiam preencher mil livros, mas sempre a que mais me marcava era a minha saída daqui.



Como todo ser curioso e interessado em saber das coisas, meu espírito insolente e aventureiro me levou a um determinado local que era conhecido como Europa. Local bonitinho, cheio de esplendorosas florestas e com animais nunca vistos antes, mas com seres humanos incapacitados de preservar o bem maior que possuíam: a bênção de Pã e a floresta bela. Ainda sinto o cheiro e o gosto amargo das cinzas que até hoje me fazem franzir o nariz em desgosto, as chamas consumindo as madeiras em uma cena grotesca onde qualquer ninfa dríade morreria de medo e terror de ver tal situação. Podia lembrar-me perfeitamente de correr, meus cascos pisavam o solo quente e eu corria furiosamente em direção a qualquer local, sem sequer poder pensar ou raciocinar corretamente.



Quando voltei à cidadela, me imaginava sendo apedrejado ou julgado por minhas infrações, por ter ao invés de ajudado semideuses e auxiliá-los eu havia optado por ir conhecer outros locais. Mas... por bondade do destino ou por bênção de Pã, eu havia acabado de ter sido aceito para voltar e jurar solenemente que nunca sairia desta ilha paradisíaca onde eu pertencia.

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Re: NIKOLAI, o maestro-flautista

Mensagem por Calypso em Sex Ago 26, 2016 12:06 am

Um nascido da natureza, o completo defensor e o eterno amante da vida, bem como por aquela que o criara: a natureza. És um símbolo do que há de mais belo entre o homem e o animal. Sophrosyne guarda suas lembranças, afinal, ela toda sua, herói.



i. Nascido do amor do homem pelos animais, és um símbolo de proteção e, muitas vezes de sabedoria, tornando-se o defensor da natureza;
ii. Um político nato, dono de um saber em cada fala, você se destacou entre seus demais, tornando-se um dos membros da cúpula.




i. Um dos bastões dos mestres. Entregue a você somente após ser detectada uma boa quantia de experiência presente em meio ao seu viver, pois, é claro, além de ser uma arma, faz simbolia ao conhecimento de um sátiro em questão. Quanto ao formato, o seu se destaca pela forma que praticamente evita curvas, tendo tamanho que se aproxima do seu peitoral. O objeto é pontiagudo, mantendo tal lado voltado para chão, enquanto o restante da madeira vai tomando maior espessura até o final.

ii. O aclamado pó do sono. Um saquinho que detém uma grande quantidade de pó provindo de pedras ametistas e diamantes esmigalhados. Quando inalado por muito tempo, deixa a vítima em estado sonolento seguido de fortes dores de cabeças até sua inevitável dormência associada a sonhos bastante agradáveis, literalmente surreais.

iii. Um pequeno broche igualmente dourado ao tom que rodeia a cúpula em que o conselho vive. O objeto representa de forma clara aqueles homens e mulheres que os possuem, enfatizando o poder que lhes são de direito.

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